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domingo, 27 de julho de 2014

Travessia Petrópolis-Teresópolis, por Rafael Guerra

Na portaria do Parnaso, no Vale do Bonfim.
Da esquerda para a direita: Jonathas Scott; Alexandre Mendes; Lidiane Araújo; Rodrigo França; Ana Paola; Michelle Soares; Daniel dos Santos; Helene Moretti e Daniela Lima. 
Foto de Michelle Soares.

Eu já estava há algum tempo com vontade de organizar uma excursão com a turma aqui de Jacarepaguá e quando o Alexandre Mendes me falou sobre a ideia de agitarmos uma travessia, eu me animei e topei na hora.
Formamos um grupo de 10 pessoas principalmente com a turma d’O Muro, nossa associação de escaladores e amigos. Infelizmente nem todos que quiseram embarcar nessa trip conseguiram nos acompanhar devido à lotação nos campings e abrigos do PARNASO. Coisa de alta temporada...

Aproveitamos um feriado municipal inesperado, decretado aqui no Rio na 6ª feira (04/07), devido à um jogo da Copa do Mundo no Maracanã. Às 6 da manhã nos encontramos em Jacarepaguá, e logo a van do Júnior chegou para nos levar até a portaria do parque no Vale do Bonfim. Após uma viagem rápida chegamos pouco depois das 8 horas e fizemos o “check in”, aproveitamos para os últimos ajustes nas mochilas e partimos sem pressa. Na verdade, acabamos demorando muito e saímos tarde... quase 9h30.
Vale do Bonfim. Em direção à bifurcação para o Véu da noiva.
Foto de Rodrigo França.
Seguimos devagar e quase sem parar até a Pedra do Queijo, onde fizemos algumas fotos e comemos rapidamente. Depois disso, uma nova parada, no Ajax, para reabastecermos os cantis e (mais uma vez) o estômago.
Fomos subindo sem pressa a exigente Isabeloca, contemplando as montanhas da região. O dia estava muito bonito e o Chapadão, impressionante como sempre. A vontade que me dá sempre que  chego naquele ponto é ficar relaxando ao som do vento e curtindo o visual dos campos de altitude. Acho que é um dos meus lugares preferidos.
Jonathas Scott e Rodrigo França na Pedra do Queijo.
Foto de Rodrigo França.
Chegamos no Açú às 14h30 com a bela recepção do Amilton e montamos as barracas no camping próximo ao Abrigo. O Jonathas foi sagaz e tomou o cuidado de reservar o banho da turma toda assim que chegamos. Isso agilizou muito. Depois dos banhos, nos reunimos numa pedra próxima ao acampamento e preparamos o jantar enquanto conversávamos e ouvíamos Brasil x Colômbia pelo celular da Ana Paola.
Satisfeitos com o placar do jogo e bem alimentados, fomos dormir às 8h40.
Às 5 da matina levantamos eu, Rodrigo, Daniel, Daniela e Helene e fomos para o mirante, ver o Sol nascer.
Nascer do Sol no Açú.
Foto de Rafael Guerra.
Retornamos ao acampamento às 6h30 para um rápido café da manhã e começamos a andar às 7h30. Como a minha última travessia havia sido há 3 anos, algumas partes haviam mudado, mas nada demais. Na verdade fiquei com a impressão que a trilha está muito melhor sinalizada!
Quase chegando no Elevador, a Lidiane enfiou o pé em um buraco e bateu forte com o joelho numa pedra. Ficamos preocupados e de olho, mas ela continuou andando bem.
Às 12h15 chegamos no Vale das Antas e fizemos um lanche de 15 minutos. Menos de uma hora depois, estávamos no Vale dos 7 Ecos.
A turminha reunida no Dinossauro.
Foto de Michele Soares.
No Dinossauro, com a Bandeira!
Foto de Michele Soares.
Cansado depois da longa caminhada, foi subindo o Sino em direção ao Cavalinho. O cavalinho é sempre um lance que requer uma atenção maior com o grupo, mas todos mandaram bem e conseguimos passar todo mundo em cravados 15 minutos!
Chegamos no Abrigo às 14h40. O tempo passa rápido quando a gente se diverte e a impressão que eu tenho é que após montarmos as barracas e tomarmos banho já havia começado a escurecer. Nós estendemos os isolantes térmicos na grama e fizemos um jantar coletivo, que mais parecia um rodízio de petiscos!
Como dormimos cedo, às 6 da manhã já estavam todos acordados. Ventava moderadamente e havia um pouco de neblina cobrindo o cume, mesmo assim resolvemos subir, já que parte do pessoal ainda não conhecia o cume do Sino. Lá em cima o vento estava mais forte e garoava um pouco. Ficamos só alguns minutos para umas fotos e voltamos para o camping.
Partimos para Teresópolis às 9h30, após o  café, e às 12h15 todo o grupo já estava reunido na barragem. Como havíamos marcado o resgate para as 14 horas, após uma sessão de alongamento comandada pela Ana Paola, descemos a pé e paramos em um bar quase em frente à portaria de Teresópolis. Algumas cervejas e sardinhas fritas depois a van chegou e retornamos satisfeitos para o Rio.
Impressão totalmente positiva sobre a caminhada e sobre a companhia. Até a próxima!

Descanso na Pedra da Baleia.
Foto de Rafael Guerra.
Jonathas no relax.
Foto de Rodrigo França.
Helene Moretti, Michelle Soares, Daniel dos Santos, Jonathas Scott e Rodrigo França no cume do Açú.
Foto de Rodrigo França.
Nosso jantar no Açú.
Foto de Rodrigo França.







quinta-feira, 12 de junho de 2014

Travessia da Serra do Papagaio - Dia 3, por Fabio Fliess




Letícia na "borda infinita" da Cachoeira da Juju
Foto: Fabio Fliess


Eu e Letícia acordamos bem cedo, pouco depois das 6h.  Como sabíamos que o dia de hoje seria mais “tranquilo”, fazíamos tudo sem pressa. Fizemos sopa e chá para reforçar o café, já que não havíamos jantado na noite anterior.  Depois que todos prepararam seu desjejum, começamos calmamente a desmontar o acampamento.  Assim que terminei de arrumar a mochila, ainda sobrou um tempo para tirar várias fotos da Cachoeira da Juju, usando a “borda infinita” como moldura.
Um pouco antes das 9h, começamos a procurar um ponto tranquilo para atravessar o rio.  Aqueles que estavam com botas de cano alto e com o Gore-Tex em dia usufruíram o luxo de atravessar o rio sem a trabalheira do “tira bota-molha pé-seca pé-põe bota”. Eu não estava nesse grupo!
Do outro lado do rio, a trilha já começava com uma subida “daquelas”, castigando as pernas.  Para compensar, o visual do rio à esquerda e do vale à direita era impressionante.  Logo o aclive diminuiu e aproveitamos os diversos mirantes para tirar muitas fotos.

Último ponto de água do terceiro dia.
Foto: Gustavo Machado

Após cerca de 1h15 de caminhada, com a trilha alternando entre subidas fortes e trechos planos, avistamos uma casa no vale a esquerda, junto a um riacho. Descemos até a casa, e enchemos nossos cantis, pois não teríamos outra oportunidade durante esse dia. Aproveitamos a pausa e fizemos um lanche reforçado, pois a partir desse ponto teríamos inúmeras subidas para encarar. 


Adriano Fiorini "finalizando" mais uma das intermináveis subidas
Foto: Gustavo Machado


Retomamos a caminhada por volta das 11h, já enfrentando uma subida que parecia interminável. Com o sol forte, a sensação de deja-vu era forte. Uma subida, um trecho plano, outra subida, etc. Sempre igual... Durante uma dessas subidas, avistamos finalmente o Morro do Chapéu, onde iríamos acampar.
Encaramos mais umas 2h de subidas e descidas, que cansavam demais. Um pouco antes das 14h chegamos a um bonito mirante, onde a trilha desce à direita, entrando em uma pequena mata. Quando saímos da mata, encaramos de frente o Morro do Chapéu. Andamos mais uns 10 minutos num grande campo aberto de capim ralo e começamos a procurar um local para montar as barracas. Encontramos um local relativamente tranquilo e preparamos tudo.

 A turma chegando ao acampamento na base do Morro do Chapéu
Foto: Fabio Fliess

Como era cedo e o sol ainda estava alto, ficamos um bom tempo conversando. Por volta das 16h, resolvemos fazer um “almo-janta”.  Gustavo e Fiorini resolveram encarar a subida do Chapéu, chegando ao cume principal em menos de 20 minutos.
Por volta das 17h15 subimos uma pequena encosta para apreciar o por do sol.  Poucos minutos depois, Gustavo e Fiorini se juntaram a gente. Infelizmente, uma grande nuvem acabou com a brincadeira e frio chegou com força.
Por volta das 18h já estávamos confinados na barraca e em pouco tempo, apagamos.
 
 Ao lado do nosso acampamento
Foto: Gustavo Machado

 Entardecer no Morro do Chapéu
Foto: Fabio Fliess

domingo, 18 de maio de 2014

Aiuruoca - dias 4 e 5, por Rafael Guerra

Vale do Matutu e

cachoeira dos Garcias

Terça 05/03:

O Casarão do Matutu.
foto de Fábio Fliess.

foto de Fábio Fliess.

O dia amanheceu nublado e decidimos retornar ao Vale do Matutu para conhecemos a Cachoeira das Fadas.
Das cachoeiras que nós conhecemos, essa é a que exige a caminhada mais curta. Em 10 minutos seguindo uma trilha que começa entre o casarão e uma lojinha de artesanato, chega-se ao primeiro poço. Ficamos por lá durante umas 3 horas e seguimos direto para o restaurante da Tia Iraci.
Que experiência! O restaurante é dividido pelas varandas das 3 casas que formam uma pequena comunidade e tudo é muito bem cuidado.
A comida e o atendimento são ótimos. Um daqueles lugares que a gente fica com pena de ir embora.
Imperdível também, é dar uma passada na loja da Associação de Moradores do Matutu para comprar itens da produção local.

Cachoeira das Fadas.
foto de Fábio Fliess.

A turminha se divertindo no poço da Cachoeira das Fadas.
foto de Gilmar Oliveira.


Restaurante Tia Iraci.
foto de Gilmar Oliveira

A turminha reunida para o almoço.
foto de Gilmar Oliveira.

Quarta 06/03:

Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

Para fecharmos o último dia da viagem, resolvemos conhecer a cachoeira dos Garcias.
Seguimos o mesmo caminho que leva ao início da trilha para o Pico do Papagaio e ao restaurante da dona Gilda. Aos 4 km, viramos a direita na primeira bifurcação e, após mais uns 400 metros, viramos a direita novamente na segunda bifurcação. A orientação não é difícil porque as bifurcações são bem sinalizadas.
Continuamos seguindo a estrada morro acima, sempre pela crista da montanha e, mais ou menos após mais uns 5,3 km nos deparamos com uma outra estradinha à esquerda, que é justamente o trecho final. Ali há vários recuos para estacionar o carro. Desde o asfalto o trajeto todo percorre um pouco menos de 10km.
E vale muito a pena, já que a cachoeira dos Garcias é uma das mais bonitas e impressionantes de toda a região.
Quarta-feira foi o dia no qual a água estava mais gelada. Isso garantiu muitas gargalhadas a cada momento que alguém entrava na água...
No retorno da cachoeira, almoçamos mais uma vez no restaurante Três Irmãos e partimos de volta para o Rio de Janeiro.
Aiuruoca é um daqueles lugares que dá pena de deixar para trás. Voltei nesse clima para o Rio, não imaginando que retornaria tão rápido... dessa vez para a Travessia Aiuruoca x Baependi, também chamada de Travessia da Serra do Papagaio. Essa história é imperdível e será contada pelo Fábio Fliess na nossa próxima postagem.

A Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

A Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

Dica:

Restaurante da Tia Iraci

Comida da roça
Preço: livre R$ 28/pessoa ou a lá carte R$ 20.
Localização: Vale do Matutu. Após deixar o carro no Casarão do Matutu, seguir pela trilha em direção à cachoeira do Fundo e dobrar à esquerda na placa "tia Iraci". O restaurante fica e uma pequena comunidade há 10 minutos de caminhada a partir do Casarão.


domingo, 20 de abril de 2014

Aiuruoca - dia 1, por Rafael Guerra


Após quase dois anos sem reunirmos os três em uma mesma trip, eu; Fábio e Gilmar partimos com nossas esposas e o Fernando Badia e família para Aiuruoca para explorar os atrativos do local (que não são poucos) durante o período do Carnaval 2014.

Para que o relato não fique muito maçante, eu dividi a história em 4 partes, cada uma referente a um dia da viagem, nas quais eu tentarei dividir algumas dicas sobre os lugares por onde passamos.

Sábado 02/03:

Cachoeira "Deus me Livre". Foto de Fábio Fliess
Para evitar a fadiga, eu e Lidiane subimos do Rio para Petrópolis já na sexta-feira. Acordamos bem cedo no sábado e reunimos o grupo todo no pedágio da BR-040, na altura de Areal. Foi nesse momento que conheci o Fernando Badia e sua família, todos muito bacanas.
Depois de 3 horas de uma viagem tranquila, chegamos na Pousada Pico do Papagaio quase na hora do almoço. 

Largamos as bagagens e rodamos pouco menos de dois quilômetros até o centro de Aiuruoca para tentarmos encontrar algum lugar para almoçar. Demos uma volta pela praça principal da cidade e nenhum sinal de carnaval... uma tranquilidade. Acontece que em Aiuruoca o Carnaval é comemorado uma semana antes! Segundo me informei, trata-se do primeiro Carnaval antecipado do Brasil. A história toda está em um link no final do post.
Igreja matriz. Foto de Fábio Fliess

Passamos em um Centro de Informações, onde fomos atendidos com a simpatia típica mineira, e conseguimos alguns mapas turísticos e informações sobre trilhas e cachoeiras da região. Acabamos escolhendo o restaurante "Dois Irmãos"... e que bela escolha!
Comida boa, atendimento legal e preço honesto. Recomendo.
Saindo do restaurante, acabamos resolvendo conhecer uma cachoeira próxima, e a escolhida foi a "Deus me Livre". Saímos da cidade, em direção ao Vale do Matutu e, numa curva após 2 km em estrada de terra, avistamos na margem direita a fazenda que marca o início da trilha. Deixamos os 3 carros em frente à porteira da fazenda e caminhamos uns 30 minutos por uma trilha com calha bem marcada até chegarmos na cachoeira. Essa cachoeira “Deus me Livre” além de muito bonita é próxima à cidade, é ótima para banho principalmente por causa de um poção com boa profundidade.
Trilha para a cachoeira Deus me Livre.
Gilmar e Alessandra na trilha para a Cachoeira Deus me Livre.
Foto de Fábio Fliess.
A noite, enquanto jantávamos, o Gláucio se juntou ao nosso grupo. O primeiro dia só não foi melhor por causa da decepção com a pizzaria "Dona Azeitona". Chegamos às 20h30; metade do grupo foi atendido somente às 22h e a outra metade conseguiu jantar apenas as 23h da noite. Nem tudo são flores.


Dicas:

Pousada Pico do Papagaio
Localização: Seguindo pela estrada que liga a MG-267 à Aiuruoca, a entrada da pousada fica na margem direita da pista, logo após a primeira entrada para a cidade.
Preços: Durante o período do Carnaval, nós pagamos R$ 140 de diária por casal.
Acomodações e café da manhã: O café da manhã é muito bom e está incluído no preço. As suítes são bem simples e limpas e a cama é boa.
Responsável: Dona Agda
Telefone: (35) 9827-1244
E-mail: contato@pousadapicodopapagaio.com.br

Centro de informações:
Telefone: (35) 3344-1924
Localização: Casa da Cultura, Praça Monsenhor Nágel nº 22

Carnaval antecipado:
http://www.aiuruocamg.com.br/site/carnaval-antecipado

domingo, 20 de maio de 2012

Pico do Inficionado, por Gilmar Oliveira

Características:
Altitude: 2.068m;
Duração: 4 a 5 horas (ida);
Distância: 11km.
A Caraça.
O Parque Natural do Caraça apresenta muitas atrações e uma grande variedade de atividades de aventura para os praticantes de ecoturismo, trekking e montanhismo. São cachoeiras, trilhas e montanhas que compõem uma parte da paisagem da Serra do Espinhaço que está localizada nos municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, no estado de Minas Gerais, a 120 km de Belo Horizonte. Dizem que a Serra lembra o rosto de um gigante deitado, daí a origem do nome Caraça (grande cara).

Parte plana, no início da trilha.

O Caraça também dá nome ao antigo colégio Caraça, onde importantes personalidades da história brasileira estudaram. O Parque compreende uma área de 11.233 hectares onde convivem ecossistemas da Mata Atlântica e do Cerrado. Nosso grupo já conhecia as trilhas da região quando esteve em outubro de 2007 e percorreu dois roteiros: a Cascatona e o Pico do Sol. Desta vez a idéia do nosso grupo seria tentar subir duas montanhas, sendo uma delas já definida: o Pico do Inficionado. Os picos do Parque Natural do Caraça somente podem ser acessados com a presença de guias registrados pelo próprio parque.
A serra do Caraça é composta por sete picos com variado grau de dificuldade de acesso: Verruguinha (1650), Três Irmãos ou Trindade (1675m), Conceição (1800m), Carapuça (1955m), Canjerana (1890m), Inficionado (2068m) e Pico do Sol (2072m).  

A Caraça e, à direita após a grota,
o Inficionado.

Antes de chegar a Santa Bárbara já havíamos feito contato com João Julio, um dos guias mais antigos do Caraça e que nos levara ao Pico do Sol em 2007. Tudo pronto para mais uma aventura, tratamos de chegar cedo à sede do Parque e rapidamente nos preparamos para iniciar a trilha. Nosso grupo foi composto por mim, Alê, Fábio, Rafael, Iza, Lidiane e o Miguel, de Belo Horizonte. Começamos a caminhar às 9h.

A trilha até o Pico do Inficionado possui 11km de extensão, sendo que apenas os 5 primeiros quilômetros são vencidos com grande facilidade, o que pode ser feito em 1h de caminhada leve, aproximadamente. Pouco à frente chega-se ao último ponto de água e, é importante levar no mínimo dois litros de água para vencer o restante do percurso até o cume, principalmente se o dia estiver muito quente e com sol forte.

A turma no "toca pra cima".

Um longo e forte trecho de subida é alcançado mais adiante, justamente após a trilha se dividir entre o caminho leva ao Pico do Verruguinha (à direita e em frente) e ao Pico do Inficionado (à esquerda). O dia estava perfeito e o sol de rachar, por isso a recomendação de proteção solar intensa e muita hidratação nas trilhas desta região, sempre. O primeiro trecho de subida é o mais difícil e pode ser vencido com aproximadamente 40 mim de muito esforço e algum cuidado nas passagens pela encosta, que não oferece grandes riscos.

Ao final desta subida existe um platô de onde se pode apreciar o belo visual do Parque e das montanhas ao redor. Chegamos a esse local após 2h de trilha, aproximadamente. O tempo total estimado para subir o Inficionado é de 4 a 5 horas (ida), dependendo das condições físicas do caminhante. A seqüência da trilha após o primeiro platô é um pouco mais suave e alterna raros trechos planos e lajes de pedra com inclinação razoável, que permite ao trekker manter um bom ritmo de subida. Nosso guia não estava muito bem devido a uma possível intoxicação alimentar, o que o levou a ter alguma dificuldade para conduzir nosso grupo deste ponto até o cume. 

Trecho em lage de pedra antes da
subida final.

Às 12h avistamos nosso objetivo: o cume do Inficionado, localizado sobre uma rampa de subida forte é um pouco acidentado. Mais trinta minutos de trilha e estaríamos alcançando a base do cume. Após 3 horas e meia de intensa caminhada sob um forte sol, exatamente às 12h30, chegamos ao cume do Inficionado. O visual é fantástico e as fotos comprovam que se trata de um dos lugares mais belos da Serra do Espinhaço em Minas Gerais. O Inficionado é reconhecidamente o Pico mais exigente do Parque Natural do Caraça, devido principalmente aos trechos acidentados e íngremes que compõem boa parte da trilha. Em grau de dificuldade, logo após está o Pico do Sol, apesar de ser um pouco mais alto e possuir uma trilha mais extensa do que o Inficionado.
João Julio (guia), Gilmar, Iza, Fábio, Miguel, Alê, Rafael e Lidiane no Pico do Inficionado.
Permanecemos no cume aproximadamente por 1 hora, tempo suficiente para gravar algumas belas imagens, tirar muitas fotos e comer. Iniciamos a descida pouco antes das 14h e o tempo indicava que chegaríamos antes do entardecer. Como esperado, os trechos iniciais do retorno exigiram muito das articulações de joelhos e tornozelos, devido ao elevado grau de inclinação da trilha. Fábio sofreu uma leve torção de joelho, mas, apesar disso, prosseguiu sem maiores problemas. Vencida a parte mais íngreme da trilha, depois de passar novamente pelo último ponto de água, o retorno foi muito tranqüilo e a única preocupação de todos foi registrar as belas imagens daquele final de tarde. Aproximadamente às 17h30 estávamos de volta ao Santuário do Caraça e a cerveja gelada foi a merecida recompensa por nosso esforço naquele dia.

Mais informações sobre o Parque do  Caraça em: http://www.santuariodocaraca.com.br/inicial.php


sábado, 28 de abril de 2012

Peito de Pombo, por Gilmar Oliveira

Características:
Altitude: 1.400m;
Duração: 3 a 4h (ida);
Distância: 7.100m.

O "Peito do Pombo". A curiosa formação que dá nome à montanha.
Para chegar ao Arraial do Sana, ponto de partida para a escalada do Peito de Pombo, basta pegar a RJ-142, que também é conhecida como estrada Serra-Mar. Esta rodovia liga o distrito de Lumiar (Nova Friburgo) até Casimiro de Abreu. Fique atento porque a sinalização para quem segue no sentido Lumiar x Casimiro de Abreu é precária e o acesso pode passar despercebido. Já no sentido Casimiro de Abreu x Lumiar não há dúvidas. Mais dicas sobre como chegar e referência sobre onde ficar podem ser obtidas através do Portal do Sana (http://www.portaldosana.com.br/).
 
Croqui da trilha

A trilha do Peito de Pombo começa no próprio Arraial do Sana, bastando seguir o caminho em direção às cachoeiras. Há um ponto de controle e registro de visitantes no inicio da trilha. Se levar um GPS calibre para 296m de altitude nesse ponto e prepare-se porque serão mais de mil metros de desnível e cerca de 3h de trekking intenso até atingir o cume da montanha. Procure iniciar a caminhada bem cedo, evitando as temporadas de verão e dias de sol forte, que podem resultar em pancadas de chuva e dificultar o trecho que exige transposição do rio. A extensão total do início da trilha até o cume é de cerca de 7km (ida).

A trilha é muito bem definida em seu início e conta com boa estrutura e vários pontos de coleta de água. Segue sempre sob uma floresta densa e pelo lado direito do rio, com vários pontos de acesso as cachoeiras da região, que são muito procuradas por turistas que visitam o Arraial. Depois de se afastar das cachoeiras, a trilha fica um pouco mais aberta, passa por algumas porteiras que controlam o acesso de fazendas e sítios, de ambos os lados. Procure sempre manter as porteiras fechadas após sua passagem. Durante esse trecho sempre é possível avistar o cume da montanha, olhando para a esquerda, no alto do vale cortado pelo rio. Você notará que a trilha descerá até o fundo desse vale, contornando a base da montanha pela direita, acessando-a por trás. Esse trecho inicial é o trecho mais extenso da trilha, porém, praticamente plano em toda sua extensão.

Vista do Vale do Peito de Pombo, logo após o início da subida, depois da travessia do rio. É possível ver, no centro do vale, a parte da trilha que já ficou para trás.
Fique atento porque serão cerca de 1h30 até chegar ao fundo do vale, onde se deve cruzar o Rio, à esquerda, e seguir por uma trilha que sobe à direita. Este é um ótimo ponto de parada para um lanche e para recarregar as energias. No local existe uma placa indicativa que contém a altitude da montanha (1.400m). Pouco menos de 3 km de distância separam o fundo do vale até o cume, mas, a trilha se torna muito exigente a partir desse ponto. A trilha segue subindo por um pasto com capim e caminho pouco definido. Não se afaste para a esquerda, procure subir o morro contornando sempre em direção à direita, observando como referência um pequeno bambuzal que pode ser avistado na extremidade direita desse morro. Fique atento porque esse trecho é pouco definido. Após ser aproximar do bambuzal deve-se atravessar a cerca e continuar subindo à direita, ainda por um trecho de pasto. Mais à frente haverá outra cerca que também deve ser atravessada. Desse ponto se pode avistar o cume do Peito de Pombo à frente. Aproveite para registrar algumas fotos, porque será o último ponto que se pode avistar o cume.

Eu e o Rafael Guerra, no trecho logo após o bambuzal.
 
 Mais à frente a trilha entra em uma mata fechada e começa a parte mais exigente do trekking. Não existem problemas quanto à orientação, o caminho é muito bem definido a partir desse trecho, mas, muito íngreme e escorregadio até chegar ao cume. Logo após entrar na mata haverá o ultimo ponto de água de fácil acesso. 

O "toca-pra-cima"!!!
Depois disso, ainda há mais um ponto de água, localizado pouco antes do cume, porém, de difícil coleta. Para facilitar a progressão neste trecho de mata é necessário se apoiar em raízes expostas e pequenas árvores. Essa será a sua rotina por cerca de 1h de subida forte, até atingir o cume.  

Ao chegar à Pedra que constitui a base do cume da montanha, procure contorná-la pela direita. Existem cordas fixas para facilitar algumas passagens. Antes de usá-las, é conveniente avaliar o seu estado para evitar surpresas. Também é possível dispensar o uso das cordas e se apoiar nas raízes das árvores. Depois de subir o primeiro cume, avista-se o cume principal, que também possui uma corda fixa para auxiliar o acesso. Embora existam cordas fixas em três trechos, próximos ao cume, não há exposição que coloque o montanhista sob risco de acidentes. Pronto, chega-se ao cume do Peito de Pombo depois de uma jornada de 3h de trilha intensa. 

A pedra que existe no cume só pode ser acessada com o uso de equipamentos de escalada artificial. O visual é incrível e compensa o esforço do montanhista. Aproveite para se re-hidratar, alimentar-se e recuperar as energias para mais três horas de retorno.
 


A turma reunida no final da caminhada.