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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Torres del Paine, por Rafael Guerra

Primeira visão do parque, ainda na estrada, rumo a portaria da Laguna Amarga.
Em 26 de dezembro de 2011, eu, Fábio, Letícia, Gilmar e Alessandra partimos para uma viagem de 14 dias pela Patagônia com o objetivo de fazermos o trekking do circuito (O+W) do famoso Parque Nacional Torres del Paine.
Para chegar até lá, pegamos um voo para Santiago e uma conexão para Punta Arenas, onde chegamos a noite. Ficamos pouco tempo em PA e na tarde do dia seguinte seguimos de ônibus para Puerto Natales, que é a cidade mais próxima ao parque.

A tradicional foto do grupo no início da caminhada.
O local da foto é a portaria da Laguna Amarga, local onde fomos deixados pelo ônibus.
 













Trilha para o camping Seron.
Ficamos apenas um dia em Natales, o suficiente para descansarmos um pouco da viagem e comprarmos mantimentos para o trekking no Supermercado. Partimos de nosso hostel após o almoço, no início da tarde de 28 de dezembro rumo à portaria Laguna Amarga, onde chegamos às 16h30, após duas horas de ônibus e fomos avisados por um guarda-parque que o circuito estava fechado devido a um incêndio e que só poderíamos seguir até o refúgio Grey. Resolvemos iniciar assim mesmo o trekking, acreditando que em 2 ou 3 dias a passagem já estaria liberada. O pior que poderia acontecer seria termos que voltar tudo e isso não seria nenhum esforço absurdo.
Começamos a caminhada por volta das 17h e chegamos no Camping Seron mais ou menos às 23h, junto com o pôr do Sol. O esforço desse dia nos deixou bem cansados e com a certeza de que não deveríamos ter começado a caminhar tão tarde.
Nosso café da manhã no camping.
No dia seguinte, apesar da experiência do dia anterior, acordamos tarde e fizemos questão de fazer tudo bem devagar, sem pressa. Tomamos um café da manhã reforçado e saímos às 13h30 rumo ao camping do Refúgio Dickson. Uma caminhada muito bonita, com as montanhas de um lado e o rio Paine do outro. Cruzamos um passo com vento muito forte e continuamos na trilha, que seguia acompanhando toda a extensão do Lago Paine. Após 2h30 de caminhada, encontramos um pequeno bosque e paramos ali por 50 minutos para o almoço. Depois de mais umas 3 horas de caminhada, paramos novamente para tomar café. Foi muito diferente e legal essa dinâmica de parar pouco e quando parar, em vez de lanchar barrinhas de cereais e outras coisas rápidas, fazer um almoço leve com sopa, macarrão etc.
Visual da trilha para o Refúgio Dickson.
O refúgio Dickson.
Chegamos no Refúgio Dickson umas 21h30 e ventava bastante.
Fomos informados pela guarda do parque que o incêndio havia se intensificado e que o camping Los Perros estava fechado mas que poderíamos fazer um bate-e-volta sem problemas. Como passamos a ter muito tempo disponível, já que não poderíamos fazer o circuito completo, resolvemos tirar o dia seguinte de folga e deixar o bate-e-volta em Los Perros para o dia 31. Nós passaríamos o reveillon no refúgio Dickson e voltaríamos para o acampamento anterior, Serón, no dia primeiro.
Decidimos montar as barracas bem próximas umas das outras para tentar aumentar a resistência contra o vento. A minha barraca foi montada por último com a ajuda do Fábio e da Letícia. Quando terminamos, deu tempo apenas de eu colocar a minha mochila dentro dela e uma rajada de vento mais forte simplesmente a achatou contra o chão, quebrando a estrutura de alumínio e rasgando o cobre-teto!
Acabei conseguindo acomodação no refúgio por $ 10.000. Havia também barracas para alugar por $ 7.000, mas achei que a diferença de preço não fazia isso valer a pena. Acabou sendo uma noite agradável. Fábio, Letícia, Gilmar e Alessandra foram para o refúgio e jantamos sanduíches de carne. Eu bebi umas 4 latinhas de Austral Lager... Gostei muito! Depois que a turma voltou para as barracas eu ainda fiquei bebendo com os outros montanhistas que estavam no refúgio até 1h da manhã.

Quando a gente olhava para as montanhas na direção das Torres, víamos as nuvens coloridas pelas chamas que consumiam a vegetação do parque. Um espetáculo muito triste.
Leticia e Gilmar no Refúgio Dickson enquanto aguardávamos os hambúrgueres.
No dia 30 acordei disposto a não fazer nada além de curtir a folga da caminhada. Afinal, já havíamos andado mais de 36km e as mochilas estavam bem pesadas! Quando saí do refúgio para tomar o café da manhã com os amigos que estavam acampados, fui abordado por um guarda que me disse que o parque estava sendo evacuado e que deveríamos partir também. Os refúgios Los Perros e Serón já estavam fechados e o Dickson seria fechado em breve também. Já podíamos ver a movimentação dos funcionários retirando o material do refúgio.
Nesse momento a minha maior preocupação era arrumar acomodação para dormir quando chegássemos no Serón, já que eu não tinha barraca e também já não poderia contar com a possibilidade de alugar uma barraca do refúgio! As barracas que meus amigos estavam levando eram para uma pessoa, com conforto. Enfiar 3 pessoas numa barraca dessas seria um problema mas parecia a única opção.
Comida também era um problema, já que nos preparamos para comprar parte dos alimentos nos refúgios por onde passaríamos. Conosco, levávamos apenas uma quantidade pequena para emergências.

Arrumamos tudo e saímos de Dickson às 11h. Naquela altura, com o corpo mais acostumado ao exercício, a caminhada parecia mais fácil para todos. Mesmo com uma chuva fina que insistia em cair. A não ser na parte da trilha próxima ao mirador do lago Paine. O vento, que já estava forte no dia anterior, nesse dia parecia estar com o dobro da força. A Alessandra estava caminhando bem a frente do grupo, depois seguíamos eu e Gilmar e bem mais atrás, o Fábio e a Letícia. O vento era tão forte que eu só conseguia seguir muito devagar, de costas para uma pirambeira de 150m que termina no lago e forçando os bastões de caminhada contra a parede de pedra, que se estendia por boa parte do lado direito da trilha. Em um certo momento resolvi arriscar uma caminhada mais rápida de frente para a trilha e o vento me fez subir uns 2m a tal rocha. Quase pirei tentando descer dali antes que o vento desse uma trégua e eu desabasse. Parecia um skatista em um halfpipe. Depois o Fábio me contou que passou pela mesma situação...
Continuei caminhando com muita dificuldade... O barulho do vento era muito alto e a força dele fazia a mochila zunir ao mesmo tempo que eu era praticamente açoitado pelas fivelas da mochila. Posso dizer que entrei na porrada! Em um dado momento passei pelo Gilmar caído no chão. Ele havia se jogado atrás de um arbusto grande para tentar não ser lançado montanha abaixo. Seguimos juntos, caminhamos um pouco mais e finalmente conseguimos sair daquele inferno. Esperamos uns 10 minutos pelo Fábio e pela Letícia. Preocupados, resolvemos tentar voltar para socorrê-los caso fosse necessário. Não conseguimos! Em um determinado ponto de uma curva parecia que havia uma parede de vento.
Ficamos aliviados quando pouco depois os dois apareceram e saíram do vento.
Final de dia no Camping Seron.
Foto de Fábio Fliess.
A Guarderia.
Foto de Gilmar Oliveira.
Chegamos ao camping Seron às 20h45 e era possível avistar a fumaça do incêndio ao longe.
Achei estranho haver gente dentro da Guarderia, já que ela deveria estar fechada. Quando entrei, encontrei uma família de 12 montanhistas chilenos com os quais eu havia feito amizade no dia anterior. Eles estavam fazendo o trekking sem barraca, já que o parque quando não oferece refúgio, dispõem de barracas para alugar. Com a guarderia fechada, eles ficaram "sem teto", na mesma situação que eu, e forçaram uma das portas em busca de abrigo. Sabendo da minha situação, eles pegaram uma das barracas do parque e me emprestaram para que eu passasse aquela noite.
No dia seguinte devolvi a barraca arrumada e limpa. Os chilenos haviam dado uma boa faxina na guarderia e arrumado tudo.
Partimos todos juntos e umas 13h já estávamos na Laguna Amarga esperando pelo ônibus que nos levaria à Puerto Natales.

Apesar de não termos conseguido fazer o circuito completo mais o "W", como havíamos planejado, ficamos bem e posso dizer que valeu a pena.

A tristeza maior ficou por conta de ver tamanho patrimônio sendo queimado pela irresponsabilidade de um idiota que resolveu queimar o papel higiênico usado em vez de enterrá-lo, por exemplo.

Outras fotos que gostamos:
Trilha para o Dikison.
Foto de Fábio Fliess.
Gilmar, Alessandra e eu.
Foto de Fábio Fliess.
Alessandra rumo ao refúgio Dickson.

Final do dia no camping Seron.


domingo, 27 de julho de 2014

Travessia Petrópolis-Teresópolis, por Rafael Guerra

Na portaria do Parnaso, no Vale do Bonfim.
Da esquerda para a direita: Jonathas Scott; Alexandre Mendes; Lidiane Araújo; Rodrigo França; Ana Paola; Michelle Soares; Daniel dos Santos; Helene Moretti e Daniela Lima. 
Foto de Michelle Soares.

Eu já estava há algum tempo com vontade de organizar uma excursão com a turma aqui de Jacarepaguá e quando o Alexandre Mendes me falou sobre a ideia de agitarmos uma travessia, eu me animei e topei na hora.
Formamos um grupo de 10 pessoas principalmente com a turma d’O Muro, nossa associação de escaladores e amigos. Infelizmente nem todos que quiseram embarcar nessa trip conseguiram nos acompanhar devido à lotação nos campings e abrigos do PARNASO. Coisa de alta temporada...

Aproveitamos um feriado municipal inesperado, decretado aqui no Rio na 6ª feira (04/07), devido à um jogo da Copa do Mundo no Maracanã. Às 6 da manhã nos encontramos em Jacarepaguá, e logo a van do Júnior chegou para nos levar até a portaria do parque no Vale do Bonfim. Após uma viagem rápida chegamos pouco depois das 8 horas e fizemos o “check in”, aproveitamos para os últimos ajustes nas mochilas e partimos sem pressa. Na verdade, acabamos demorando muito e saímos tarde... quase 9h30.
Vale do Bonfim. Em direção à bifurcação para o Véu da noiva.
Foto de Rodrigo França.
Seguimos devagar e quase sem parar até a Pedra do Queijo, onde fizemos algumas fotos e comemos rapidamente. Depois disso, uma nova parada, no Ajax, para reabastecermos os cantis e (mais uma vez) o estômago.
Fomos subindo sem pressa a exigente Isabeloca, contemplando as montanhas da região. O dia estava muito bonito e o Chapadão, impressionante como sempre. A vontade que me dá sempre que  chego naquele ponto é ficar relaxando ao som do vento e curtindo o visual dos campos de altitude. Acho que é um dos meus lugares preferidos.
Jonathas Scott e Rodrigo França na Pedra do Queijo.
Foto de Rodrigo França.
Chegamos no Açú às 14h30 com a bela recepção do Amilton e montamos as barracas no camping próximo ao Abrigo. O Jonathas foi sagaz e tomou o cuidado de reservar o banho da turma toda assim que chegamos. Isso agilizou muito. Depois dos banhos, nos reunimos numa pedra próxima ao acampamento e preparamos o jantar enquanto conversávamos e ouvíamos Brasil x Colômbia pelo celular da Ana Paola.
Satisfeitos com o placar do jogo e bem alimentados, fomos dormir às 8h40.
Às 5 da matina levantamos eu, Rodrigo, Daniel, Daniela e Helene e fomos para o mirante, ver o Sol nascer.
Nascer do Sol no Açú.
Foto de Rafael Guerra.
Retornamos ao acampamento às 6h30 para um rápido café da manhã e começamos a andar às 7h30. Como a minha última travessia havia sido há 3 anos, algumas partes haviam mudado, mas nada demais. Na verdade fiquei com a impressão que a trilha está muito melhor sinalizada!
Quase chegando no Elevador, a Lidiane enfiou o pé em um buraco e bateu forte com o joelho numa pedra. Ficamos preocupados e de olho, mas ela continuou andando bem.
Às 12h15 chegamos no Vale das Antas e fizemos um lanche de 15 minutos. Menos de uma hora depois, estávamos no Vale dos 7 Ecos.
A turminha reunida no Dinossauro.
Foto de Michele Soares.
No Dinossauro, com a Bandeira!
Foto de Michele Soares.
Cansado depois da longa caminhada, foi subindo o Sino em direção ao Cavalinho. O cavalinho é sempre um lance que requer uma atenção maior com o grupo, mas todos mandaram bem e conseguimos passar todo mundo em cravados 15 minutos!
Chegamos no Abrigo às 14h40. O tempo passa rápido quando a gente se diverte e a impressão que eu tenho é que após montarmos as barracas e tomarmos banho já havia começado a escurecer. Nós estendemos os isolantes térmicos na grama e fizemos um jantar coletivo, que mais parecia um rodízio de petiscos!
Como dormimos cedo, às 6 da manhã já estavam todos acordados. Ventava moderadamente e havia um pouco de neblina cobrindo o cume, mesmo assim resolvemos subir, já que parte do pessoal ainda não conhecia o cume do Sino. Lá em cima o vento estava mais forte e garoava um pouco. Ficamos só alguns minutos para umas fotos e voltamos para o camping.
Partimos para Teresópolis às 9h30, após o  café, e às 12h15 todo o grupo já estava reunido na barragem. Como havíamos marcado o resgate para as 14 horas, após uma sessão de alongamento comandada pela Ana Paola, descemos a pé e paramos em um bar quase em frente à portaria de Teresópolis. Algumas cervejas e sardinhas fritas depois a van chegou e retornamos satisfeitos para o Rio.
Impressão totalmente positiva sobre a caminhada e sobre a companhia. Até a próxima!

Descanso na Pedra da Baleia.
Foto de Rafael Guerra.
Jonathas no relax.
Foto de Rodrigo França.
Helene Moretti, Michelle Soares, Daniel dos Santos, Jonathas Scott e Rodrigo França no cume do Açú.
Foto de Rodrigo França.
Nosso jantar no Açú.
Foto de Rodrigo França.







domingo, 18 de maio de 2014

Aiuruoca - dias 4 e 5, por Rafael Guerra

Vale do Matutu e

cachoeira dos Garcias

Terça 05/03:

O Casarão do Matutu.
foto de Fábio Fliess.

foto de Fábio Fliess.

O dia amanheceu nublado e decidimos retornar ao Vale do Matutu para conhecemos a Cachoeira das Fadas.
Das cachoeiras que nós conhecemos, essa é a que exige a caminhada mais curta. Em 10 minutos seguindo uma trilha que começa entre o casarão e uma lojinha de artesanato, chega-se ao primeiro poço. Ficamos por lá durante umas 3 horas e seguimos direto para o restaurante da Tia Iraci.
Que experiência! O restaurante é dividido pelas varandas das 3 casas que formam uma pequena comunidade e tudo é muito bem cuidado.
A comida e o atendimento são ótimos. Um daqueles lugares que a gente fica com pena de ir embora.
Imperdível também, é dar uma passada na loja da Associação de Moradores do Matutu para comprar itens da produção local.

Cachoeira das Fadas.
foto de Fábio Fliess.

A turminha se divertindo no poço da Cachoeira das Fadas.
foto de Gilmar Oliveira.


Restaurante Tia Iraci.
foto de Gilmar Oliveira

A turminha reunida para o almoço.
foto de Gilmar Oliveira.

Quarta 06/03:

Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

Para fecharmos o último dia da viagem, resolvemos conhecer a cachoeira dos Garcias.
Seguimos o mesmo caminho que leva ao início da trilha para o Pico do Papagaio e ao restaurante da dona Gilda. Aos 4 km, viramos a direita na primeira bifurcação e, após mais uns 400 metros, viramos a direita novamente na segunda bifurcação. A orientação não é difícil porque as bifurcações são bem sinalizadas.
Continuamos seguindo a estrada morro acima, sempre pela crista da montanha e, mais ou menos após mais uns 5,3 km nos deparamos com uma outra estradinha à esquerda, que é justamente o trecho final. Ali há vários recuos para estacionar o carro. Desde o asfalto o trajeto todo percorre um pouco menos de 10km.
E vale muito a pena, já que a cachoeira dos Garcias é uma das mais bonitas e impressionantes de toda a região.
Quarta-feira foi o dia no qual a água estava mais gelada. Isso garantiu muitas gargalhadas a cada momento que alguém entrava na água...
No retorno da cachoeira, almoçamos mais uma vez no restaurante Três Irmãos e partimos de volta para o Rio de Janeiro.
Aiuruoca é um daqueles lugares que dá pena de deixar para trás. Voltei nesse clima para o Rio, não imaginando que retornaria tão rápido... dessa vez para a Travessia Aiuruoca x Baependi, também chamada de Travessia da Serra do Papagaio. Essa história é imperdível e será contada pelo Fábio Fliess na nossa próxima postagem.

A Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

A Cachoeira dos Garcias.
foto de Fábio Fliess.

Dica:

Restaurante da Tia Iraci

Comida da roça
Preço: livre R$ 28/pessoa ou a lá carte R$ 20.
Localização: Vale do Matutu. Após deixar o carro no Casarão do Matutu, seguir pela trilha em direção à cachoeira do Fundo e dobrar à esquerda na placa "tia Iraci". O restaurante fica e uma pequena comunidade há 10 minutos de caminhada a partir do Casarão.


sábado, 10 de maio de 2014

Aiuruoca - dia 3, por Rafael Guerra

Pico do Papagaio

Segunda 04/03:

A Serra do Papagaio.
Foto de Gilmar Oliveira.
O dia começou cedo para nós e às 8h15 já havíamos iniciado a caminhada para o cume do Pico do Papagaio (2100 msnm).
Basicamente há duas formas de fazer a ascensão ao Pico do Papagaio: pelo Vale do Matutu, a partir da sitio do Saulo ou pelo Vale dos Garcias, do lado oposto da montanha, e foi essa a opção que escolhemos.
Deixamos os carros estacionados próximo ao Restaurante da Dona Gilda onde encomendei o nosso, que deveria estar pronto para a nossa chegada, prevista para 16-17 horas.
Para localizar o início da trilha basta seguir em frente após o Restaurante. Na primeira esquina, ao lado direito, há duas porteiras, uma com uma placa escrito "cavaleiros" e outra sem identificação. Seguimos pela porteira sem placa, subindo uma ladeira que parecia não ter fim. Quando a inclinação cessou, encontramos uma porteira à esquerda. É a partir dali que começa a trilha propriamente dita. Na minha opinião a subida inicial, de mais ou menos 1 hora, é a parte mais difícil da caminhada. Quem supera esta etapa tem todas as condições de chegar ao cume. A ascensão toda tem duração de 3,5 a 4,5 horas, dependendo do ritmo dos caminhantes.
Primeira visão do cume desde o início da caminhada.
foto de Fábio Fliess.
A trilha não apresenta muitas dificuldades de orientação. O ponto mais complicado é quando se chega à uma laje de pedra com um pequeno riacho por causa de um ziguezague. Ali deve-se seguir até a beira do córrego e então virar à direita para uma outra laje. Ali já se avista novamente a trilha à esquerda.
A crista da montanha é muito bonita e é recoberta por campos de poejo. Impressionante também é a Pedra Quadrada, um enorme bloco que se projeta sobre um abismo com a cidade de Aiuruoca e o mar de montanhas de Minas ao fundo. A trilha segue bem marcada até um descampado abaixo do cume e ali se encontra com a trilha que vem do sitio do Saulo. É uma opção descer por ela e fazer uma travessia.
Seguimos em frente e subindo por uma linda floresta até o cume, que é muito bonito. Havia até umas bandeiras de prece tibetanas tremulando e espalhando suas preces pelos ventos. Foi nesse clima de paz e alegria que fizemos o nosso lanche e nos preparamos para a descida.
O retorno foi bem mais rápido e em 3 horas já estávamos no Restaurante da Gilda para a nossa "almo-janta". Eu que já havia visitado a região em 2007 esperei durante todo esse tempo para comer ali novamente, e não me arrependi.
A certa altura, a trilha sai da mata e começa a subir, estreita entre o paredão de rocha e o precipício. Essa parte é muito bonita e parece um jardim plantado a mão.
foto de Gilmar Oliveira.

Subindo a parte mais exposta da trilha, rumo ao Campo de Poejo e à Pedra Quadrada.
foto de Fábio Fliess.

Eu e Lidiane na Pedra Quadrada.
foto de Fábio Fliess.

A bonita mata entre o campo de poejo e o cume.
foto de Fábio Fliess.

As bandeiras de prece no cume.
foto de Fábio Fliess.

As meninas fazendo a festa no cume.
foto de Fábio Fliess.

A turma toda reunida para a clássica foto no cume.
foto de Gilmar Oliveira.

Dicas:

Restaurante da Gilda:

Localização: No vale dos Garcias, próximo ao início da trilha para o Pico do Papagaio. Não tem erro... a estrada é repleta de placas desde o asfalto.
Preço: R$ 30/pessoa + 10% (É importante reservar logo cedo).
Telefones: (35) 3344-1342, (35) 3344-1233


Taxi Ajuru:
Uma boa opção para quem não quer enfiar o carro na lama ou para "resgate" em travessias das serras da região é contar com o suporte do Marcus.
Telefones: (35) 9944-1601, (35) 3344-1601
E-mail: ajuru@hotmail.com
Site: www.ajuru.com.br/taxi

sábado, 26 de abril de 2014

Aiuruoca - dia 2, por Rafael Guerra

Domingo 03/03:

Cachoeira do Fundo.
Foto de Fábio Fliess.
Nos reunimos para o café da manhã às 8 horas. Pão francês; pão de queijo; bolo; frutas... Nota dez! Em seguida partimos para o Vale do Matutu. Essa estrada de terra costumava estar muito ruim há alguns anos atrás, mas demos sorte e a encontramos em ótimas condições. Rodamos 17km em 40 minutos até o Casarão onde fica a Associação do Vale do Matutu e a cabeça da trilha e iniciamos a caminhada em direção ao fundo do Vale, rumo à Cachoeira do Fundo.
Casarão do Matutu.
Foto de Fábio Fliess.
A trilha é fácil de acompanhar mas para quem não tem experiência é recomendável a contratação de um guia local. Muito solícitos, costumam ficar próximos ao Casarão para o auxílio aos turistas e não cobram pelo serviço.
Seguimos por conta própria e a única bifurcação da trilha fica logo no início, aos 10 minutos de caminhada. Há uma placa com duas indicações: deve-se seguir a indicação "patrimônio".
Mais ou menos na metade do caminho, nós passamos ao lado da cachoeira do Meio. Muito bonita mas rasa demais para o banho que queríamos. Decidimos tocar direto para a Cachoeira do Fundo e dar passada ali apenas para umas fotos na volta.
Trecho da trilha para a Cachoeira do Fundo.
Foto de Gilmar Oliveira.
Trecho final da trilha.
Foto de Rafael Guerra.
O Vale do Matutu, com o Pico do Papagaio ao centro.
Foto de Fábio Fliess.
Depois de mais 1 hora de caminhada chegamos ao nosso objetivo. Até quem não costuma gostar de água fria (não citarei nomes) entrou na dança. O volume de água da queda garantiu uma boa ducha e muitas brincadeiras.
No final da caminhada do retorno, um pouco antes do Casarão, há o Restaurante da Tia Iraci. Nós pretendíamos almoçar ali mas decidimos retornar para a cidade devido a uma tempestade que estava se formando.


O final da tarde foi muito bem curtido a beira da piscina da pousada, com direto a muita prosa e boa cerveja.
A turma reunida, curtindo o final do dia.
Foto de Gilmar Oliveira.

domingo, 20 de abril de 2014

Aiuruoca - dia 1, por Rafael Guerra


Após quase dois anos sem reunirmos os três em uma mesma trip, eu; Fábio e Gilmar partimos com nossas esposas e o Fernando Badia e família para Aiuruoca para explorar os atrativos do local (que não são poucos) durante o período do Carnaval 2014.

Para que o relato não fique muito maçante, eu dividi a história em 4 partes, cada uma referente a um dia da viagem, nas quais eu tentarei dividir algumas dicas sobre os lugares por onde passamos.

Sábado 02/03:

Cachoeira "Deus me Livre". Foto de Fábio Fliess
Para evitar a fadiga, eu e Lidiane subimos do Rio para Petrópolis já na sexta-feira. Acordamos bem cedo no sábado e reunimos o grupo todo no pedágio da BR-040, na altura de Areal. Foi nesse momento que conheci o Fernando Badia e sua família, todos muito bacanas.
Depois de 3 horas de uma viagem tranquila, chegamos na Pousada Pico do Papagaio quase na hora do almoço. 

Largamos as bagagens e rodamos pouco menos de dois quilômetros até o centro de Aiuruoca para tentarmos encontrar algum lugar para almoçar. Demos uma volta pela praça principal da cidade e nenhum sinal de carnaval... uma tranquilidade. Acontece que em Aiuruoca o Carnaval é comemorado uma semana antes! Segundo me informei, trata-se do primeiro Carnaval antecipado do Brasil. A história toda está em um link no final do post.
Igreja matriz. Foto de Fábio Fliess

Passamos em um Centro de Informações, onde fomos atendidos com a simpatia típica mineira, e conseguimos alguns mapas turísticos e informações sobre trilhas e cachoeiras da região. Acabamos escolhendo o restaurante "Dois Irmãos"... e que bela escolha!
Comida boa, atendimento legal e preço honesto. Recomendo.
Saindo do restaurante, acabamos resolvendo conhecer uma cachoeira próxima, e a escolhida foi a "Deus me Livre". Saímos da cidade, em direção ao Vale do Matutu e, numa curva após 2 km em estrada de terra, avistamos na margem direita a fazenda que marca o início da trilha. Deixamos os 3 carros em frente à porteira da fazenda e caminhamos uns 30 minutos por uma trilha com calha bem marcada até chegarmos na cachoeira. Essa cachoeira “Deus me Livre” além de muito bonita é próxima à cidade, é ótima para banho principalmente por causa de um poção com boa profundidade.
Trilha para a cachoeira Deus me Livre.
Gilmar e Alessandra na trilha para a Cachoeira Deus me Livre.
Foto de Fábio Fliess.
A noite, enquanto jantávamos, o Gláucio se juntou ao nosso grupo. O primeiro dia só não foi melhor por causa da decepção com a pizzaria "Dona Azeitona". Chegamos às 20h30; metade do grupo foi atendido somente às 22h e a outra metade conseguiu jantar apenas as 23h da noite. Nem tudo são flores.


Dicas:

Pousada Pico do Papagaio
Localização: Seguindo pela estrada que liga a MG-267 à Aiuruoca, a entrada da pousada fica na margem direita da pista, logo após a primeira entrada para a cidade.
Preços: Durante o período do Carnaval, nós pagamos R$ 140 de diária por casal.
Acomodações e café da manhã: O café da manhã é muito bom e está incluído no preço. As suítes são bem simples e limpas e a cama é boa.
Responsável: Dona Agda
Telefone: (35) 9827-1244
E-mail: contato@pousadapicodopapagaio.com.br

Centro de informações:
Telefone: (35) 3344-1924
Localização: Casa da Cultura, Praça Monsenhor Nágel nº 22

Carnaval antecipado:
http://www.aiuruocamg.com.br/site/carnaval-antecipado