Segundo os dicionários, um clássico significa algo tradicional. E é exatamente essa palavra que me vem a mente, quando penso nos Castelos do Açu. Realmente, é um clássico do montanhismo do Rio. E aproveitando o feriado que a folia de Momo nos proporcionou, eu e Rafa resolvemos visitar novamente essa fantástica montanha encravada no coração do Parque Nacional da Serra dos Orgãos.
Apesar de ser mais curta do que a da sua contraparte teresopolitana, a Pedra do Sino, a trilha para o Açu é muito exigente. São praticamente 8,5km de subida, com trechos bem íngremes, e um desnível de quase 1400m.
As 8:50 já estávamos comprando os ingressos na portaria do Parque. É importante deixar registrado que é necessário o preenchimento de um termo de compromisso para subir algumas montanhas da região, sinalizando que alguém conhece a trilha e se responsabiliza pelos demais.
Cumpridos os requisitos burocráticos, colocamos o pé na trilha. Costumo dividir a caminhada até o Açu em 5 grandes trechos:
1 – portaria do Parque até entrada para o Véu da Noiva;
2 – entrada do Véu da Noiva até a Pedra do Queijo;
3 – Pedra do Queijo até o Ajax;
4 – Ajax até o Chapadão do Açu;
5 – A longa travessia do Chapadão até os Castelos do Açu.
Em cerca de 45 minutos cumprimos o primeiro trecho, que é uma bonita caminhada ladeando o principal rio da região. Sem dúvida, um trecho muito aprazível. Após uma rápida pausa para descanso, iniciamos o longo zigue-zague em direção à Pedra do Queijo. Mais uma pequena pausa para descanso e algumas fotos, e logo estávamos seguindo em direção ao Ajax.
Apesar de não ser tão inclinada como as demais, esse trecho é o mais longo da caminhada. Chegamos no Ajax com cerca de 2:15 de caminhada. Nesse local, existe um ponto de captação de água. Infelizmente, a trilha original foi alterada e o “atalho” criado está assoreando o rio que alimenta o Ajax. Frequento a trilha do Açu há quase 20 anos e fica evidente a diminuição do volume de água. Fico imaginando como será daqui a uns 10 anos. Vai ser muito complicado fazer a trilha praticamente toda sem pontos de água.
Apesar de não ser tão inclinada como as demais, esse trecho é o mais longo da caminhada. Chegamos no Ajax com cerca de 2:15 de caminhada. Nesse local, existe um ponto de captação de água. Infelizmente, a trilha original foi alterada e o “atalho” criado está assoreando o rio que alimenta o Ajax. Frequento a trilha do Açu há quase 20 anos e fica evidente a diminuição do volume de água. Fico imaginando como será daqui a uns 10 anos. Vai ser muito complicado fazer a trilha praticamente toda sem pontos de água.
Com sol forte novamente, seguimos pelo Chapadão por cerca de 45 minutos até os Castelos do Açu. É simplesmente recompensador ver pela primeira vez aquelas pedras monumentais, que em seu conjunto também é conhecida como Pedra da Tartaruga. Depois de 4 horas de caminhada pesada, chegamos ao nosso destino.
Como essa época do ano não é muito propícia para caminhadas longas, não nos demoramos no cume. Tiramos algumas fotos das fantásticas montanhas do lado de Teresópolis, algumas acessíveis apenas pela famosa Travessia Petrópolis X Teresópolis.
No finalzinho da tarde já estávamos novamente em Correas, comemorando mais uma caminhada fantástica.
Que venham as próximas!
Nenhum comentário:
Postar um comentário