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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Mãe D’Água, por Fábio Fliess


Com a proximidade da expedição a Huaraz, voltamos nossas atenções para caminhadas de longa duração ou trilhas de maior intensidade.

Com isso em mente, escolhemos o Mãe D’Água como a trilha para o feriado de Tiradentes. Eu já tinha ido umas poucas vezes nessa montanha, mas para o restante do grupo seria uma caminhada inédita. Além dos amigos de sempre Rafa, Gilmar, Alê e Evandro, contamos com a presença de uma amiga do Rio, a Ester, que é profunda conhecedora das montanhas do Parque Nacional da Tijuca.

Nos encontramos cedo no Centro de Petrópolis e seguimos para o bairro do Bonfim. Embora esteja dentro dos limites do Parque Nacional da Serra dos Orgãos, o acesso a trilha do Mãe D’Água não passa pela portaria do parque.

Cerca de 1km antes da portaria, existe uma bifurcação, e devemos pegar a estradinha a esquerda que indica o acesso ao Sítio Ughetto. Cerca de 15 minutos de estrada, chegamos na portaria do sítio onde existe um pequeno recuo suficiente para uns 3 carros.

Todos prontos, iniciamos a subida da estrada que também dá acesso à trilha do Alcobaça. A trilha do Mãe D’Água iniciava no mesmo ponto do Alcobaça, mas mudou bastante ao longo do tempo. A estradinha passa ao lado de uma laje de pedras com bromélias, faz um zigue-zague e passa ao lado de uma casinha, com uma rampa de cimento ladeada com bonitos pinheiros. A entrada é nesse portão. Quando fomos, o portão estava fechada, então subimos pelo lado dos pinheiros. Ao final da rampa, existe uma casa num largo, de onde sai uma trilha a direita. Deve-se pegar essa trilha e depois a esquerda.

A trilha sobe uns 200 metros verticais dentro da mata. A trilha estava bem marcada, mas fechada em alguns trechos. Seguimos sem muitos percalços e sem necessidade de consultar o guia. Logo a trilha chega numa laje de pedras, com um riacho. Aproveite e pegue água, pois é última fonte do caminho. O caminho correto é cruzar a laje de pedra com cuidado, descer uns 10 ou 15 metros até encontrar a trilha do outro lado.

Segue-se por essa trilha até sair da mata. Nesse ponto, pudemos observar a pedreira que nos esperava. Um desnível de quase 300 metros, por lajes de pedra e trilha bem íngrime. O objetivo era chegar numa elevação à direita do Alcobaça, cujo paredão é incrivelmente bonito.

Subimos bem bastante rapidez, e as pausas para recuperar o fôlego serviam também para admirar a incrível paisagem e tirar muitas fotos. O dia estava perfeito!!! Um ponto a ser comentado e que fica como dica para aqueles que querem repetir a trilha: usem calças compridas, pois os capins podem cortar bastante. Para quem não se incomoda, usar luvas também pode ser uma boa.

Assim que chegamos ao final da subida, já é possível visualizar a caminhada pela crista do Mãe D’Água. Mas para chegar lá, encaramos uma forte descida até um “colo” entre a elevação e o cume. Esperamos todos estarem juntos e iniciamos a descida.

Assim que chegamos ao final da descida, temos uma passagem exposta, ao lado de um bloco de granito. É possível passar por cima, usando um tronco como plataforma, ou contornar tudo pela direita, com uma subida curta até a crista do Mãe D’Água.

O trecho final, que aparenta ser difícil, na verdade é uma incrível caminhada com inclinação bem tranquila, passando por trechos de mata e um pequeno trecho aberto, já praticamente no cume.

O visual do cume é fantástico, com o imponente Alcobaça de um lado e o vale do Bonfim e a cidade de Petrópolis do outro. Fazia tempo que não curtia tanto uma caminhada!

Na descida, os joelhos são muito exigidos e é preciso muito cuidado nos pontos onde a trilha entra na mata. No mais, é uma trilha mais que recomendada.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Meia Lorpen X.M.C.F. e Liner Lorpen C.I.T.

O pessoal da Proativa, empresa que distribui no Brasil diversas famosas marcas de equipamentos e acessórios, recentemente nos solicitou uma avaliação da meia Lorpen XMCF.
Sinceramente fiquei lisonjeado com o convite pois a Lorpen é uma marca de sucesso mundial, com seus produtos sendo comerializados em mais de 50 países, e líder no projeto de meias de alta performance para atividades outdoor.

Mãe d’Água.
O primeiro teste com o material foi feito na ascensão ao Mãe d’Água, uma montanha de 1.613m situada na região de Petrópolis, RJ. Eu fui calçado com um par dessas meias na minha bota Snake Andina, velha de guerra. Confesso que fui ousado por calçar uma meia fina e de cano curto em uma bota pesada.

A característica dessa trilha é uma longa subida inicial em lage de rocha, muito íngreme, em direção ao Pico do Alcobaça, seguido de uma forte descida por um barranco em direção ao colo que separa as duas montanhas para então começar a subida, um pouco mais suave até o cume.

Trilhas com subidas muito fortes em aderência tendem a fazer com que os pés “deslizem” dentro dos calçados, forçando os tornozelos contra os canos das botas. Por outro lado, descidas muito íngremes tendem a fazer com que os pés sejam forçados em sentido oposto, forçando os dedos contra a parte frontal dos calçados.

Eu percorri toda a trilha com relativo conforto e muita preocupação com os meus pés por causa da espessura da meia. Enquanto descia a montanha imaginava que deveria estar com bolhas devido à tração do calçado e fiquei gratamente surpreso quando, de volta ao carro, verifiquei que os meus pés estavam em perfeitas condições.

Conclusão:

Não sou nenhum expert em meias mas a impressão que tenho é que essa as costuras dessas meias fazem com que elas comprimam os pés nos lugares certos, fazendo com que elas fiquem firmes nos pés. Por não se deslocarem, não há desgaste da pele contra o tecido e acho que foi isso o que garantiu que eu terminasse essa caminhada com as meias na mesma posição em que as calcei e sem bolhas.

Travessia Petrópolis-Teresópolis.

Encorajado pelo sucesso na trilha anterior, resolvi botar meus pés “pra rolo” na famosa travessia Petrô-Terê. Por precaução, como essa meia não foi desenvolvida para trekkings como esse, resolvi usar também um par de Liners CIT, também da Lorpen.

Começamos a caminhada da primeira parte da Travessia, visando um bivaque no Açú em uma noite de 6ªfeira. Uma trilha muito exigente, de praticamente 8,5km de subida, com trechos bem íngremes, e um desnível de quase 1400m. Tudo isso portando uma mochila cargueira com cerca de 16kg nas costas!

Caminhei sentindo um conforto muito grande nos pés e as meias me protegeram muito bem até mesmo durante a forte e difícil subida da Isabeloca, nome do trecho entre o Ajax e o Chapadão.

No dia seguinte os liners estavam bem sujos e resolvi fazer o segundo trecho da travessia apenas com as meias XMCF. O percurso de 7km é exigente, podendo levar de 5 a 9 horas até a Pedra do Sino (2.275m). Marcado por longas subidas e descidas, vales encharcados e orientação difícil, com direito ao especial desafio da passagem do Cavalinho: um trepa-pedra muito exposto no qual é necessário até o uso de uma corda.
Começamos nossa caminhada tarde, às 10h30 da manhã e só chegamos ao abrigo 4, próximo à Pedra do Sino, às 18h. Seis horas e meia na mais pura “ralação”.

Conclusão:

Após 2 dias de trilhas muito exigentes os meus pés estavam em perfeitas condições. Nem uma bolha sequer! Só não fechei a travessia toda de Lorpen, com a descida do Sino, porque já não tinha mais delas limpas. Eu já conhecia a fama das meias Lorpen há tempos. Depois desses testes posso dizer que a fama é plenamente justificável.


MEIA XMCF - Composição

50% CoolmaxFX
25% Modal
15% Poliamida
10% Lycra

• Interior de Modal - Extrema suavidade e frescor
• Intermediário
em Coolmax FX - transpirabilidade e antibactericida
• Exterior em poliamida - resistência
• A Lycra adcional ajuda a manter a meia na posição correta.
• Dupla camada de Poliamida nas áreas de fricção.
• Áreas da malha rebaixadas evitando rugas e melhorando a transpiração.

LINER CIT – Composição:

75% Thermolite
15% Poliamida
10% Lycra

• Interior de Thermolite - mantém o pé seco e quente na temperatura corporal
• Exterior em poliamida - resistência
• A Lycra adcional ajuda a manter a meia na posição correta.
• Dupla camada de Poliamida nas áreas de fricção.
• Áreas da malha rebaixadas evitando rugas e melhorando a transpiração.