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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Pedra da Cuca, por Rafael Guerra

Quem não se lembra da pavorosa Cuca? Personagem criada por Monteiro Lobato para o Sitio do Picapau Amarelo.
Bem, no domingo de 05 de abril eu, Vitor, Fábio, Isa e Alessandra fomos à Pedra da Cuca, que não se trata do reduto ou toca dessa criatura que tanto assustava as crianças da minha geração. Na verdade, a Pedra da Cuca é uma bonita formação rochosa no alto de uma montanha em uma região de Petrópolis conhecida como Vale das Videiras. Mesmo lugar onde ficam localizadas as montanhas Pedra da Índia e Palmares, entre outras, além das cachoeiras Sete Quedas e Cascata da Ponte Funda.
A Pedra da Cuca leva este nome por causa da sua semelhança com o famoso jacaré. Em minha opinião, reparando bem, até que parece mesmo.

A Pedra da Cuca

Após deixarmos os carros próximos à estrada das Araras entramos em uma trilha usada pelos moradores para o acesso a algumas casas daquela área. Seguimos por pouco tempo beirando uma cerca até uma pequena horta muito bem defendida por uns cães nada amistosos que tentaram me afastar se impondo com seus latidos. Para a minha sorte, o dono do pedaço, um senhor muito simpático que cometi o deslize de não perguntar o nome, deu a ordem de "cessar-fogo" aos vira-latas. Ele insistiu inclusive para que eu passasse por um caminho no meio da horta e comentou que havia feito uma limpeza na trilha e que nós aproveitaríamos bastante. De fato, em vários pontos da trilha eu vi sinais de que um facão havia trabalhado por ali.
Após este rápido contato, seguimos pela bem cuidada trilha por dentro da mata, ziguezagueando por mais de uma hora em uma subida muito cansativa até uma grande pedra que marcava o inicio da crista da montanha.
Neste momento aconteceu um fato digno de menção por seu exemplo: O Vitor, que estava há mais de um ano afastado das caminhadas e de qualquer outra atividade física, provavelmente se lembrando que o cume da montanha é somente a metade do caminho, decidiu ficar nos esperando naquele ponto. Esta iniciativa foi muito importante e serve de exemplo para quem não tem experiência e deseja começar a excursionar pela natureza. Com isso, o experiente amigo trekker pôde ter evitado uma lesão ou mesmo um acidente.
Enquanto nosso amigo se distraia tirando fotos, seguimos o nosso caminho pelos mais de 2 km da crista até o início de uma forte subida com 3 cumes falsos. No final desta subida, já na base do cume verdadeiro, percebemos que o caminho não seguia em linha reta até o final. Foi necessário contornar o cume pelo seu lado esquerdo, passando próximo a um minúsculo córrego sobre uma laje de pedra. Após caminharmos mais um pouco, encontramos um abrigo bem bacana sob a rocha. Ao lado deste abrigo estava o último 'desafio' da caminhada, que foi subir os, cerca de, 2m de uma encosta rochosa e exposta, a uns 20m do cume. Há algumas agarras na pedra que deram um bom apoio para esta tarefa.

O visual do alto da Pedra da Cuca, com seus 1701m de altitude, é dos mais bonitos. Com o Vale das Videiras á esquerda, a comprida crista da montanha ao centro e, à esquerda, a região de Miguel Pereira, que me lembra muito uma típica paisagem mineira vista do alto — como uma espécie de "mar de pequenos morros", por causa das ondulações no relevo do terreno.

Faz um bom tempo que tenho feito caminhadas pelas bandas de Petrópolis e a impressão que tenho é que esta trilha é uma das mais bem cuidadas de toda a região. Aliás, acho que é uma das mais bem cuidadas das que já passei. O mato é aparado em muitos trechos e há vários totens e algumas fitas amarradas nas árvores para a sinalização do caminho de 4,5km. Sem dúvida um bonito passeio que posso recomendar mesmo para aqueles que não tem muita experiência com trilhas.

Até a próxima!

terça-feira, 3 de março de 2009

Relatório: Palmares por Rafael Guerra

Fábio, Eu (Rafael), Gilmar e Alessandra no cume do morro Palmares


Em Araras, RJ há uma região muito bonita e repleta de atrações chamada Vale das Videiras. Lá, além das cachoeiras e pousadas para todos os gostos (e bolsos) há vários roteiros para caminhadas como a Pedra da Índia, a Pedra da Cuca e o morro Palmares, por exemplo. Este último foi o nosso destino no primeiro domingo do mês de março.

O início da caminhada é marcado por uma porteira e segue por uma bonita e bem cuidada trilha de mata, que segue ladeando um córrego por uns 10 minutos até uma pequena represa, muito bonita com as margens do seu lago escondidas pela folhagem das árvores da floresta e adornado por uma grande rocha na sua parte central.

Sem dúvida alguma um ótimo lugar para várias fotos.
Pouco depois de passarmos direto pela represa, nos deparamos com o primeiro desafio deste trekking: a transposição de uma rampa de concreto de uns 10 metros de comprimento, coberta de limo e encharcada por uma tubulação rompida em várias partes, usada para a captação de água em algum ponto do córrego mais acima. É claro que os escorregões foram inevitáveis e devidamente registrados. :)

Retomando a caminhada encontramos uma grande pedra cortada. É necessário ter atenção neste ponto e não seguir o caminho mais intuitivo, que seria continuar andando em frente, passando ao lado da pedra. O correto é cruzar o riacho à direita, antes da pedra. Após este ponto tem início um longo trecho, de uns 40 minutos de subida em zigue-zague, que nos surpreendeu muito pelo esforço necessário para superá-lo. Ao final dele, pouco-a-pouco a vegetação vai se tornando mais arbustiva e começamos a caminhar por uma crista de onde já é possível apreciar a paisagem do Vale das Videiras.

A situação começa a engrossar quando o caminho na crista da montanha é interrompido por uma greta, uma fenda no terreno. Neste momento a aventura começa a ficar mais técnica sendo necessário o uso de uma corda. O correto é descer pela greta e contornar o cume para subí-lo pelo lado oposto. Em vez de subir para o cume existe a opção de seguir em frente e chegar à uma outra montanha chamada Pedra Azul. Não foi o nosso caso. Fomos direto para o cume, de onde comemoramos uma belíssima visão do Vale das Videiras e da região de Araras.
Uma ótima pedida ao retornar é seguir pela trilha à direita da pedra cortada (referência do início do texto) e curtir um banho em um dos poções daquele riacho. Eu (Rafael), Fábio, Gilmar e Alessandra curtimos.

Até a próxima aventura!

Vista do cume de Palmares com o Vale das Videiras