domingo, 27 de junho de 2010

Pedra do Cone, por Rafael Guerra



A Pedra do Cone é uma bonita montanha de 1.342m de altitude, com o formato que lhe deu o nome. É localizada em Petrópolis – RJ, no início do Vale do Bonfim. Bem antes, mas no caminho para a portaria do PNSO

Por caminhada, a característica mais forte da ascensão ao cume dessa montanha é uma trilha por mata, seguida de uma exigente “escalaminhada” em laje de pedra até quase o cume.

O dia da aventura foi 02 de maio. O grupo foi formado por mim, Fábio, Iza, Gilmar, Ale, Evandro e Estela. Nos encontramos bem cedo no centro de Petrópolis e rumamos em dois carros pela Estrada União e Indústria na direção de Correias. Passamos pela pracinha de Correias e seguimos rumo ao bairro Pinheiral, como se fossemos para o PNSO. A Pedra do Cone logo apareceu à nossa frente, parecendo um cartão postal...

Quando ela já estava ficando para trás, logo após passarmos pela ponte que atravessa o Rio Bonfim, estacionamos os carros em um larguinho. O início da caminhada começou ali mesmo, às 8h30, subindo uma ladeira calçada com pedras, com a Pedra do Cone à nossa esquerda. Fomos passando por algumas casas e plantações para então começarmos a caminhar na mata, subindo em direção à uma crista que nos levaria até a base do paredão. Uma coisa que notei enquanto estávamos caminhando é que essa trilha parece ser bem traiçoeira. As árvores dessa mata tem um espaçamento razoável umas das outras e na época em que fomos, as folhas caídas formavam uma espécie de “tapete” no chão, escondendo a calha da trilha. Apesar de bem marcada, acredito que não seja muito difícil uma pessoa pouco experiente ou distraída, passar reto em uma curva e acabar se perdendo. O fato é que haviam dezenas de fitas cor de rosa amarradas nas árvores, indicando o caminho certo, o que denuncia uma preocupação grande do pessoal que mora por ali com pessoas se perdendo por aquelas bandas.

Em aproximadamente 30 minutos de trilha encontrarmos uma cerca. Viramos à direita, seguindo a cerca sem atravessá-la por mais 10 minutos até chegarmos na base do paredão do Cone. Ali começou a “escalaminhada”. Fomos subindo por um bom tempo “em aderência” e aproveitando a ajuda dos platozinhos de vegetação até chegarmos em uma parte em que a inclinação cedeu um pouco. Nesse momento começou a pior parte da caminhada em termos de orientação: Foi preciso ir avançando de laje em laje de pedra, procurando as quase escondidas trilhas que servem de conexão de uma para outra. Esse processo continuou até entrarmos na mata novamente (nesse momento amarrei um saquinho, como marcação até a nossa passagem de volta, em um galho alto). Continuamos subindo, seguindo para o cume em meio à uma vegetação formada por arbustos altos, que atrapalhou bastante a localização da trilha.

Às 10 horas estávamos no cume! De onde tiramos algumas fotos e logo descemos porque a neblina já começava a ameaçar.

Uma caminhada altamente recomendável. Porém, é indispensável ir acompanhado por um guia ou um montanhista experiente e usar a máxima atenção, principalmente na subida do paredão (para não cair nem derrubar os platozinhos) e no trecho final para o cume, onde é fácil demais se desorientar.

Até a próxima!


5 comentários:

alana disse...

noossa as paisagens muitoo lindass...

Camila Guerra disse...

Olá, fui no Cone ano passado e adorei! A vista é realmente muito legal. Pior parte de todo o trajeto, na minha opinião, foram os platozinhos... o risto deles se soltarem e você levar um tombo feio é bem grande. Depois dessa parte nos perdemos um pouco e chegamos ao cume por uma "trilha alternativa". :)
Também coloquei um pequeno comentário sobre o Cone no meu blog: http://www.viagenseandancas.com.br/2011/03/morro-do-cone-petropolis-rj/
Parabéns pelo blog e boas caminhadas!

Rafael Guerra disse...

Oi Camila,
Primeiramente parabéns pelo seu blog, que é lindo. Leitura certa para o meu final de semana.
Sem dúvida essa trilha é do tipo "com emoção". A dificuldade na laje é legal pra botar a cabeça pra funcionar, não é? Gosto muito.
Não sei se você já conhece, mas se gostou dessa trilha, provavelmente iria gostar de fazer o Monte de Milho.
Abraço!

Liliane da silva disse...

Olá.
Adorei o relato.
Pensando em ir este fds.
Necessitaram de corda?

Agradeço.

Rafael Guerra disse...

Oi Liliane, tudo bem?
Recebi o relato de uma pessoa que foi lá na semana passada e parece que a trilha esta bem fechada. Relataram que precisaram negociar a passagem pela propriedade particular que há no local e também a existência de uma caixa de abelhas logo após o início da trilha.
Não há necessidade do uso de corda mas acredito que um pedaço pequeno seria útil. Nesses casos eu costumo emendar umas 4 ou 5 fitas de escalada.
Se precisar de mais alguma ajuda é só me avisar.
Abraços.